segunda-feira, 5 de novembro de 2007

MULHER FORTE NA POLÍTICA É A BOA NOTÍCIA

A eleição de Cristina Kirchner na presidência da Argentina reafirma o avanço das mulheres na política. A notícia da escolha de uma mulher em país tão próximo reabre a possibilidade de uma representante feminina comandar o Brasil (o Chile é governado por Michele Bachelet e na Alemanha é a primeira-ministra Angela Mekel quem dá as ordens).
No Brasil a sabedoria popular tem visão simples sobre eleição de uma mulher. Para o povão “só uma mulher é capaz de arrumar essa casa chamada Brasil, como arruma a sua”. Não é simples assim (o jogo político é mais complicado do que isso), mas de é um retrato do que pode ocorrer.
Especulações surgem e analistas políticos não descartam a possibilidade de uma mulher na Presidência do Brasil e entre os nomes especulados merecem atenção os da ex-senadora Heloísa Helena e das ministras Ellen Gracie e Dilma Roussef.
É difícil qualquer previsão, o que não impede constatar a força política feminina: mulheres já representam 8.2% entre os responsáveis pela elaboração de leis no país: são 42 deputadas (5,6% do total) entre os 515 na Câmara Federal. No Senado 10 das 85 cadeiras são ocupadas pela ala feminina, representando 12,3% do total. É claro que esses números não refletem nem o número de mulheres, que são mais de 50% da população, nem sua presença no mercado de trabalho.
No entanto, já há sinais alentadores no horizonte da vida pública. A maior participação da mulher na política “é responsável – dizem os analistas – pela gradativa mudança de mentalidade que vem se processando na sociedade”. No Brasil a mulher só obteve direito ao voto em 1932, depois da luta iniciada em 1919. Só após a década de 1980 a mulher, que já conquistava espaço no crescimento industrial do país, teve significativa participação política.
A elaboração da nova constituição brasileira deu às mulheres legitimidade de reivindicações, inclusive na política institucional com a criação de Conselhos da condição feminina, delegacia da mulher, coletivo de mulheres nos partidos e sindicatos, implementação da lei de cotas.
Presença feminina na política não é “onda passageira”: todo ano aumenta. É cedo para prever candidaturas, mas é possível avaliar, como a cientista política Lucia Hippolito que “a princípio na há resistência ou preconceito no eleitorado brasileiro”. Descobriremos isso nas urnas.

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