quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A GENTE JÁ NÃO VIVE SEM ESSE GÁS

Má-fé, incompetência, irresponsabilidade, manipulação de informações, jogo de interesses e principalmente desrespeito aos direitos elementares do cidadão – não, não se trata de um simples conjunto de palavras. Representam observações e definições que definem perfeitamente toda essa confusão sobre a crise do gás natural.
Crise que estava escancarada pra que providencias tivessem sido tomadas antes que o país fizesse tantas vítimas como, por exemplo, os 450 mil veículos que se hoje servem hoje desse combustível só no Rio de Janeiro, prejudicando o trabalho de taxistas que fizeram um grande esforço para atender os apelos de conversão que o governo oferecia como salvação da lavoura. E que não conseguirão sobreviver com um combustível mais caro.
Acreditamos e entramos pelo cano (do gás e das promessas). Apesar do, como sempre, exagerado otimismo do governo: desde 2000 e 2001 a crise colocava as “unhas de fora”: das 23 concessões autorizadas naqueles anos para a construção de novas hidroelétricas nenhuma, pasme, saiu do papel. Já se previa que sem essas obras o país dependeria cada vez mais de usinas termoelétricas que precisam de gás para operar. O governo minimiza o problema: “Quem tiver táxi a gás vai continuar usando seu táxi a gás. Quem tiver gás encanado vai continuar utilizando gás encanado”, diz o presidente Lula. Mas sabemos que não será bem assim. Já não era em 2006 quando sem energia hidroelétrica o aumento deveria ser coberto pela geração de termoelétricas que dependem de gás.
Tentam jogar toda a responsabilidade no fornecimento que vinha da Bolívia, mas a culpa fica aqui mesmo: não tomaram nenhuma providência, embora todos soubessem que eram necessárias e fundamentais. A crise do gás renderá ainda muitas desculpas, acusações e conversa fiada. O mais importante é buscar soluções urgentes que não ameacem cada vez mais os trabalhadores, taxistas principalmente, com um “apagão” de sobrevivência. Vamos discutir o assunto com clareza e com sugestões para uma solução urgente. Sem esse papo furado que o povão, o que sofre mais, não entende. É o que acontecerá no próximo dia 30 na Câmara Municipal com uma audiência pública na qual, por minha iniciativa, poderemos encontrar uma saída que tranqüilize os usuários de GNV. Petrobras e distribuidoras também estão convocadas.

Nenhum comentário: